Já boue!
(Gaia, vista da Ribeira. É a fotografia possível, que de dia trabalhava-se. )
Eu sei que devo uma confissão pública sobre o meu (esporádico, esporádico!) mau gosto cinematográfico, apesar de apenas três alminhas corajosas terem sido capazes de assumir o seu, buuu para os outros, quando virem a minha escolha percebem que não havia razões para vergonhas.
Mas a verdade é que cheguei anteontem depois de cerca de 900 quilómetros de voltas no me-mobile, e parece que o trabalho de cá fez horas extra e se multiplicou na minha ausência.
Ainda assim, e porque é preciso que alguém sulista e elitista o reconheça, o Puorto é mesmo uma naçom, carago, e fica prometido que se volta lá com tempo livre e dias maiores, que ver a cidade só à noite num tá cum nada.
E, rivalidades à parte, era bom a maltinha cá do sul botar os olhos no exemplo que eles vão dando em coisas pequenitas, sei lá, assim de repente só me ocorre os bons acessos rodoviários (auto-estrada e sem portagem! in your face, pessoal utilizador da crel, A2, A8, A5... and so on), uma invenção jeitosíssima chamada "placas de sinalização", uma rede de metro que faz o nosso corar de vergonha (extensão da linha vermelha, anyone? Já vamos em 4 anos de buracos, barulho e inferno!), património histórico de cara lavada e sem ameaçar ruína, zona ribeirinha sem grafitos e cheiro a mijo (mê rico BA, quem te viu e quem te vê). Além disto, uma pessoa ainda fica a saber por uma indígena que a gente é que tem sotaque, derivado a contrair verbos, artigos e tudo e tudo ('tá, 'tou, ó princípio... e tufone, às tantas).
Anyways, voltei antes de começar a pensar a sério em mudar-me. E, há também que reconhecê-lo, Lisboa é uma puta velha, a gente dá umas voltas por fora mas volta sempre para ela. E ela cá estava para nos receber, cigarro ao canto da boca, baton carmesim e rímel a esborratar, meia de rede, enfiada em sapato de verniz descascado e sem capas, nem por isso menina e moça, mas prontinha a nos abraçar e beijocar. An'cá, filha, beijinho.
(Ai, Mouraria, poizé, que bós num tendes fado, ora toma e embrulha.)

2 a explicar:
Felizmente, tambem temos menos motivos para cantar o fado :)
Ainda bem que gostaste.
Para mim esta terra, por mais escura e underground que pareca, tem um encanto especial.
Volta mais vezes!
Olé, essa é que é essa! O Porto está muito bem conservado, deixa que te diga. Já Lisboa... ai, ai, ai!
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