Comédia Romântica - o "a fazer" e o "a evitar, cruzes"
Eu sei, é mesmo uma coisa de... meninas. Mas mais vale habituarem-se, nós gostamos de comédias românticas. Pronto. E custa muito, custa, levarem-nos a ver uma de vez em quando? Não custa. Agora nada de apelar à reciprocidade: zombies, tripas a voar e sangue a esguichar, vandames a pontapear e robots a estraçalhar não é para todas. Para mim, não é.
Isto dito, pois cada uma terá o género da sua eleição. Se detestei o Sexo e a Cidade, o filme, e até me estragou a boa recordação que tinha da série, esta aqui de cima ficou-me como uma das melhores ultimamente vistas (no cabo, que no cinema voou de cartaz antes que desse por ela). Esqueçamos o título em português (um grande par de... patins. a sério, não é preciso dizer mais nada, credo), e foquemo-nos no seguinte: foi escrita e interpretada pelo grandalhão supra, Jason Segel. Sim, um dos rapazes de How I Met Your Mother. E tem como variante (inteligente, diga-se) o facto de o protagonista de coração destroçado ser um homem. Bravo. E de a ex ser uma grande cabra (que é, a sério, é mesmo).
O argumento é giro, original q.b., embora previsível em algumas coisas (caraças, é uma comédia romântica, já se sabe que acaba bem). E muito inteligente, com piadas com neurónios, muito bem batidas por um elenco com uma química fora do vulgar.
Depois temos isto:
Por onde começar? Se calhasse eu ter pago bilhete e não ter o medeia card, era caso para processar aquela gente. Sim, só por 5 euros. E pelas duas horas da vida (que não voltam) que perdi a ver aquilo.
Vamos por pontos:
1- Usar a F-word a torto e a direito, em todas as suas possíveis variantes, só por si não tem graça. Não tem. Nem substitui piadas. Nem cria ambiente. Quando muito cria uma aversão à palavra que nem vos conto.
2- Posto isto, o argumento é miserável. Salvo para teenagers rebarbados que só de ouvir a F-word já largam à gargalhada. O irónico é que o filme, pelo seu conteúdo, não me parece ter estes como público alvo. Ups.
3 - O pretexto - dois amigos de sempre, room mates, tesos, que decidem fazer um porno para enriquecer - até podia ter graça. Podia, não fosse ter-se aproveitado toda, mas mesmo toda a possibilidade de piada ordinária e elevá-la ao cubo. A sério, não sou púdica, mas tenho limites para a quantidade de alusões sexuais e escatológicas que consigo aguentar. Principalmente se abordadas de forma tão... desbocada, ordinária e achincalhante. Brrr.
4 - Há quem considere que o filme até tem uma mensagem sensível e ternurenta. Ooohhhhhh. Olha, devo ser bruta, mas escapou-me. Iaca. Eu estava iaca. Continuo iaca. Aquilo é iaca. Descobrir o amor depois de fazer sexo em frente a uma câmara não me soa nada romântico. Népia. Iaca.
E pronto.
(fiquei com uma aversão ao Seth Rogen que já não o posso ver. Já o Jason Segel, mesmo depois de o ver em nudez frontal - numa cena pungente e cómica, ao mesmo tempo - continuo a adorar. E quero mais. A ver vamos, fico à espera do I Love You Man, com o Paul Rudd, outro bombom fofo)

0 a explicar:
Enviar um comentário