sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Há gente boa e honesta. Não são muitos, mas compensam os que não são. Largamente.

Hora de almoço, dou um saltinho às promoções. No meio da barafunda do despe-veste e torna a despir-vestir, esqueço-me de um saco com uma compra anterior dentro do provador.
Uns bons dez minutos depois, quando já ia a sair do centro, dou-me conta que tenho as mãos muito leves: susto, e lá volto à loja, já a perder o amor à pecita de roupa comprada nem meia hora antes.
Ora vede: alguém encontrou o saquinho e entregou-o à menina da caixa.
Podia fazer-se de esquerda, justificado a coisa com um "achado não é roubado", "ena, ena, uma peça de roupa grátes, a culpa é da totó que se esqueceu, azar dela". Mas não.

Quando alguém justifica uma conduta desonesta, pouco ética, ou simplesmente descortês (como estacionar o carro em cima do passeio...) com um "qualquer um fazia ou mesmo", ou "qualquer um aproveitava", eu costumo responder que não senhor, nem toda a gente é assim.

É bom haver quem me dê razão para continuar a pensar desta forma. Muito bom.
(e não me venham dizer que se calhar nem era o mesmo número, ou que não gostou do que lá estava. a camisolita nem estava mexida)

2 a explicar:

Fabulosa disse...

concordo plenamente. há pessoas honestas. ainda há umas semanas a minha mãe encontrou no parque de estacionamento de um super-mercado uma carteira com dinheiro, docs, tudo.. e entregou-a intacta no balcão de informações do tal super. também espero que quem a recebeu a a tenha entregue assim à pessoa que a perdeu. =)

I. disse...

Eu faria o mesmo, acredita. Só a trabalheira que é ir dar baixa e tirar novos documentos...